Substituir velhos fogões a lenha por modelos mais eficientes, que diminuem o desmatamento e eliminam a fumaça do ambiente doméstico. É dessa forma que o projeto do IDER deve beneficiar 26.500 famílias do interior cearense com melhorias na área de saúde e meio ambiente, além de ajudar a gerar renda em comunidades rurais.
Criado a partir de modelos que obtiveram sucesso em outros países, os fogões ecoeficientes reduzem em até 40% o consumo de lenha e acabam com o problema da fumaça dentro das residências, uma séria ameaça para a qualidade de vida no campo, causadora de várias doenças, sobretudo respiratórias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, 1,6 milhões de pessoas morrem por doenças causadas pela fumaça da queima da lenha.
Em 2006 e 2007, com o apoio da USAID e do GVEP, o IDER instalou 100 unidades em três comunidades do Ceará. Os resultados positivos levaram o Governo do Estado do Ceará a adotar o Fogão Ecoeficiente como uma política pública para que 26.500 famílias sejam beneficiadas. Atualmente, existem 23 mil fogões instalados. A construção começa com o treinamento de pedreiros dos próprios municípios, que recebem R$ 20 por cada unidade instalada.
Em paralelo à implantação dos fogões, o IDER executa atividades de educação e preservação ambiental com o objetivo de promover o uso racional da lenha e reforçar o combate à desertificação na caatinga.
O projeto já recebeu a certificação da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e foi finalista do Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, promovido pelo Governo Federal em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Em 2010, o projeto recebeu o Prêmio Planeta Casa da revista Casa Cláudia, na categoria Ação Social, o terceiro lugar do Prêmio FINEP de Inovação na categoria Tecnologia Social (Região Nordeste) e foi vencedor do 15º Prêmio Ford de Conservação Ambiental na categoria Negócios em Conservação.

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