A expansão do uso de fontes renováveis de energia já é uma realidade no Brasil. Parques eólicos começam a fazer parte da paisagem de várias praias, projetos de energia solar estão saindo do papel e o maior uso dos biocombustíveis parece promissor. Além dos ganhos em ciência, tecnologia e preservação do meio ambiente, o IDER enxergou uma outra oportunidade: inclusão social.
Entre 2002 e 2007, em Fortaleza (CE) e Natal (RN), jovens de baixa renda com idades entre 16 e 21 anos tiveram a oportunidade de receber uma capacitação para o mercado de trabalho das energias renováveis. Nos cinco anos do projeto, 225 jovens passaram pelo Curso de Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável e hoje mais de 60% estão trabalhando, além de 25% que seguiram para o ensino superior.
O destaque do projeto era a carga horária: mais de 500 horas-aula com professores do Centro Federal de Ensino Tecnológico (CEFET) do Ceará e do Rio Grande do Norte, técnicos do IDER e de instituições parceiras. Além dos conhecimentos sobre energias renováveis, as aulas incluíam lições sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável, economia solidária e uma formação completa para o mercado de trabalho com lições que iam de como fazer um currículo até comportamento em entrevista de seleção.
Um dos destaques do projeto era o acompanhamento individual de cada aluno, com apoio psicológico, reuniões com as famílias e aulas de desenvolvimento humano, cidadania, sexualidade e cultura. Os jovens também eram estimulados a multiplicar os conhecimentos em suas próprias comunidades e, ao final do curso, a elaborarem um projeto de intervenção social que aplicasse o que aprenderam na sala de aula na realidade dos seus bairros.

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