A expansão dos chamados “combustíveis verdes”, como etanol e biodiesel, já é amplamente conhecida no Brasil, sendo diariamente abordada nos meios de comunicação e envolvendo negócios milionários. Mesmo assim, ainda há muito a ser feito em pesquisa e desenvolvimento desses novos combustíveis, sempre em busca de mais eficiência, menor preço e ganhos ecológicos.
O projeto de óleos vegetais do IDER teve como objetivo acompanhar toda a cadeia de produção do óleo vegetal e biodiesel obtido a partir de sementes de mamona e de pinhão-manso, desde o cultivo até a queima. Os relatórios produzidos identificaram possíveis mudanças no processo, tornando-o cada vez melhor.
Aproveitando a produção de combustível, uma comunidade rural foi eletrificada a partir da sua queima em um grupo gerador. Os próprios moradores também foram capacitados a operarem os equipamentos, participando de todas as atividades desenvolvidas. O desempenho da participação deles também é um dado a ser analisado, já que em muitas usinas de biocombustíveis a mão de obra é local.
Ações
O cultivo das sementes oleaginosas foi realizado na Fazenda Normal, no município de Quixeramombim, região do sertão central do Ceará. Lá também está instalada a usina de processamento onde acontece a extração do óleo vegetal in natura e a transesterificação, que é a produção do biodiesel.
Nos anos anteriores, a comunidade de Serrinha de Santa Maria, localizada a 22 km da fazenda, era eletrificada a partir da queima do combustível em geradores de 3 kW de potência média. Os 400 litros de produção diária eram suficientes para manter o sistema que tinha potência instalada de 81 kVA.
Parcerias
O projeto teve como principal parceiro o consórcio CENP Energia, que reúne as empresas CGE, Cumins, Parnamirim, Enegebra e TEP Potiguar. Também foram parceiros o Governo do Estado do Ceará (Ematerce) e a Embrapa.

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