Marina Silva – A urgência da sustentabilidade

Isso tem muito a ver com a Rio + 20 Porque era esperado que na Rio + 20 sairíamos com um acordo sobre governança global a fim de implementar a medida para combater a destruição do planeta e também os recursos para permitir estas medidas

Nós não Vinte anos depois, ficamos com a ideia de que em 2015 teríamos metas para o desenvolvimento sustentável, que será implementado em 2020 e que, em seguida, mais de 30 anos se passaram desde 1992 Em um planeta que já é 50% negativo Eu disse isso na Rio92, com uma opinião pública internacional menos consciente, saímos de lá com a Convenção do Clima, a Convenção de Combate à Desertificação, a Convenção da Biodiversidade, a Carta para a Terra e a Agenda 21, não foi? E esse encontro foi guiado pela ciência, foi guiado pelas pressões da opinião pública Vinte anos se passaram e a ciência foi exilada do debate e a maioria dos políticos foi domesticada

Mesmo sabendo da gravidade da situação do planeta, eles decidiram adiar o que não era possível adiar O que Bauman diz que podemos, em uma situação ter uma atitude clínica e intervir de acordo às necessidades da emergência, ou uma atitude cínica, de aproveitar, com desconsideração das circunstâncias Então, é nesse sentido que eu digo não podemos domesticar a política aos interesses das circunstâncias A política tem que ter uma visão de mundo antecipada e enfrentá-lo com uma agenda, onde cada um, como numa corrida de revezamento segura o bastão e faz a sua parte É por isso que sou contra a reeleição porque na reeleição não se faz o que é necessário pensar nas próximas gerações

Um faz o que é necessário para a reeleição Então, essa é a domesticação que eu acho ruim para a política