As PCH - Pequenas Centrais Hidrelétricas - são mais uma alternativa ao modelo energético atual
Como o próprio nome indica, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) é uma usina hidrelétrica convencional, só que de pequeno porte. Enquanto Itaipú tem uma potência instalada de 12.600 MW, as PCH's não passam de 30 MW.
O funcionamento é o mesmo: a força da água gira pás de turbinas que, ligadas à geradores, geram eletricidade. A diferença é que enquanto as grandes usinas se baseiam no represamento de rios, formando grandes lagos, as PCH's operam em "fios d'água", podendo ser instaladas em uma grande variedade de locais.
Já contanto com profissionais qualificados e com indústrias tecnicamente adequadas para desenvolvê-las, as PCH são apontadas como uma das principais energias alternativas a se expandirem no Brasil. Isso porque o país, que em 2005 obteve 77,1% da sua energia elétrica a partir da força das águas, pode aproveitar ainda mais esse potencial com o uso de PCH's.
Por outro lado, por não ter grandes reservatórios, as PCH's têm sua eficiência prejudicada pela variação do volume d'água, encarecendo a produção. Mas essa desvantagem traz um benefício ambiental: não criar lagos gigantescos significa também uma grande preservação do meio ambiente.
Somente Itaipú alagou uma área de 1.350 quilômetros quadrados, destruindo as conhecidas Sete Quedas do Iguaçu, um patrimônio natural. Já a usina de Tucuruí, no Amazonas, colocou 2.430 quilômetros quadrados de floresta Amazônica debaixo d'água, uma área equivalente a 607 campos de futebol.
As mais novas usinas hidrelétricas do Brasil têm apresentado uma relação área alagada/capacidade energética cada vez menor, e as PCH's surgem como uma alternativa ambientalmente adequada. Os lagos criados pelas pequenas centrais não ultrapassam 3 km².

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